16/02/2026 – 3 minutos – Open Talent

Open Talent e a execução de projetos de inovação.

Paula Sampaio

Founder & CEO

Compartilhe

Whatsapp
Instagram
Linkedin
Twitter/X

Open Talent e a execução de projetos de inovação

Como sair da inércia com mais eficiência

Projetos de inovação raramente falham por falta de boas ideias. Na maioria das vezes, o problema está na execução: iniciativas que não ganham ritmo, decisões que se acumulam e uma dificuldade constante de transformar estratégia em ação concreta. Esse cenário é especialmente comum em empresas onde a liderança já está absorvida pela operação cotidiana.

Nos últimos anos, esse desafio tem levado executivos a repensarem não apenas o que executar, mas como estruturar o trabalho. É nesse contexto que o conceito de Open Talent ganha relevância.

Desenvolvido por John Winsor e Jin H. Paik no livro Open Talent: Leveraging the Global Workforce to Solve Your Biggest Challenges, o modelo propõe uma mudança estrutural: em vez de concentrar capacidades críticas exclusivamente em cargos internos, as empresas passam a acessar talentos externos altamente especializados para desafios específicos, estratégicos e de alta complexidade.

Por que o modelo tradicional trava projetos de inovação

Projetos de inovação exigem foco, método e capacidade de coordenação entre múltiplas frentes. No entanto, dentro das empresas, profissionais internos costumam dividir sua atenção entre diversas responsabilidades — o que dilui energia justamente onde a execução deveria ser mais precisa.

Além disso, dados citados por Winsor e Paik mostram que, em média, as empresas investem cerca de 0,3% do salário anual de um funcionário em educação e desenvolvimento de novas habilidades. Já profissionais externos especializados tendem a dedicar 15% do seu tempo ao aprendizado contínuo, pois sua relevância no mercado depende disso.

O resultado é uma assimetria importante: enquanto o desafio da inovação exige repertório atualizado e visão sistêmica, a estrutura interna nem sempre foi desenhada para sustentar esse nível de especialização de forma contínua.

Open Talent como alavanca para projetos estratégicos

O Open Talent não trata de “substituir equipes”, mas de complementar capacidades. Ao incorporar consultores externos experientes em gestão de projetos, as empresas ganham acesso imediato a método, disciplina de execução e visão transversal — sem a necessidade de criar novas camadas fixas na estrutura.

Em projetos de inovação, isso se traduz em alguns ganhos claros:
• maior clareza na priorização de iniciativas
• governança mais objetiva para decisões críticas
• coordenação mais fluida entre áreas e stakeholders
• execução menos dependente de agendas individuais
• capacidade de manter ritmo mesmo em contextos de mudança

Mais do que acelerar entregas, o modelo permite reduzir a inércia organizacional, um dos principais obstáculos à inovação em empresas já maduras

O papel da gestão de projetos nesse contexto

Quando aplicada à gestão de projetos, a lógica de Open Talent se mostra especialmente eficaz. Profissionais externos dedicados a essa função entram com foco integral na execução, sem competir com demandas operacionais paralelas e sem a necessidade de “aprender a organização” do zero.

Esse arranjo permite que a liderança concentre seu tempo em decisões estratégicas, enquanto a execução segue estruturada, monitorada e alinhada aos objetivos do negócio. Não se trata apenas de controle, mas de criar as condições para que a inovação avance com consistência.

Uma abordagem mais madura para executar inovação

Na Concellera, entendemos o Open Talent como uma evolução natural da forma como empresas estruturam projetos estratégicos. Ao trabalhar com modelos de alocação de consultores externos em gestão de projetos, buscamos criar uma ponte sólida entre intenção estratégica e realização prática.

Mais do que oferecer recursos, o foco está em desenhar estruturas de execução que respeitem a realidade da empresa, sustentem o ritmo necessário e permitam ajustes ao longo do caminho — sem perder direção.

Para empresas que precisam tirar projetos do papel, quebrar a inércia e avançar com mais clareza, repensar como o talento é alocado pode ser o primeiro passo para que a inovação deixe de ser um discurso e passe a ser prática recorrente.

Rolar para cima