06/04/2026 – 3 minutos – Inovação

O futuro não existe, nós temos o poder de criar o futuro que queremos.

Paula Sampaio

Founder & CEO

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O futuro não existe, nós temos o poder de criar o futuro que queremos.

Se o futuro ainda não existe, por que temos tanta certeza de que ele será catastrófico e que a IA roubará todos os nossos empregos? 

O futuro não existe. Nós temos o poder de criar o futuro que queremos.

Diferente do que os pensadores catastróficos dizem, o ser humano nunca gostou de ocupar um lugar de passividade. Quando a internet foi lançada a revista Wired em uma das suas edições do início dos anos 90 publicou uma visão futurística de que a internet funcionaria como uma extensão da TV com uma estimativa de oferecer 5.000 canais de conteúdos diversos de alto valor (uma estimativa ousada em comparação com os 5 canais ofertados na TV da época) e portanto a principal preocupação era: quem vai pagar essa conta? Quem vai produzir todo esse conteúdo? Alguns diziam que as grandes emissoras seriam trocadas por novas mais modernas, mas no fim do dia ninguém conseguia projetar um cenário onde algum grupo de empresas teria dinheiro e braço suficiente para arcar com tamanha produção de conteúdo. 

Eis que quando a internet conseguiu se popularizar e o acesso foi democratizado ela permitiu uma mudança comportamental onde as pessoas não queriam apenas assistir passivamente a um conteúdo, elas também queriam participar e produzir. 

Em seu livro “Inevitável” o autor Kevin Kelly compartilha um dado surpreendente: “Vinte anos após seu nascimento (…) o número total de páginas (…) supera os 60 trilhões. Isso equivale a quase 10 mil páginas por habitante na face da Terra. E toda essa abundância de informação foi criada em menos de 8 mil dias.” (Inevitável – 2017)

Portanto quando vejo perspectivas e projeções do impacto da IA, ainda mais quando são catastróficas eu prefiro não dar ouvidos para tamanho pessimismo e alarmismo. Ainda não sabemos o futuro da IA. Hoje qual dessas empresas realmente consegue se bancar? Na verdade, quem está bancando o nosso uso, mesmo de quem paga mensalidade, são os investidores que acreditam no potencial da ferramenta, mas o modelo de precificação ainda está muito longe de um modelo saudável e aceitável para que as empresas se tornem rentáveis. E de acordo com o Professor Andy Wu da Harvard Business School a tendência que ele enxerga é que estamos caminhando para uma bolha das IAs – conforme também ocorreu com as empresas .com no início da internet. 

Outro ponto de vista que agrega para que eu não acredite que seremos completamente inúteis e que uma única IA roubará todos os nossos empregos é a necessidade de treinamento e repetição necessária para que uma IA realmente se torne especialista em determinado assunto. Alguns estudos apontam que ela precisa ser exposta a 1.000 testes dentro de um determinado tema, e que tenha acesso limitado a outras informações que possam acabar confundindo-a. Então acredito ser muito difícil termos uma IA única, global, que fará de tudo. Na verdade, defendo a ideia de que teremos diversas IAs especialistas em diferentes nichos de mercado. 
 
Mas independente da forma que você ou eu pensemos, a real é que no final do dia a IA é apenas uma ferramenta. Quando desconectamos a tecnologia da fonte de energia e da internet o que sobra somos nós, os animais e a natureza. Gosto de pensar nisso por vezes.

Acho difícil que optemos por viver sem tecnologia, afinal ela é muito boa além de facilitar e melhorar muito as nossas vidas, mas acredito que aprenderemos a utilizar a tecnologia com mais moderação, valorizando mais os momentos offline. Pelo menos é nesse futuro que eu acredito. 

E dado que o futuro ainda não chegou, nós temos o poder de influenciá-lo, basta apenas acreditarmos e trabalharmos para transformá-lo. Qual é o futuro que você quer?

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