23/02/2025 – 4 minutos – Inovação

Sua empresa sobreviveria sem inovar nos próximos cinco anos?

Paula Sampaio

Founder & CEO

Compartilhe

Whatsapp
Instagram
Linkedin
Twitter/X

Sua empresa sobreviveria sem inovar nos próximos cinco anos?

A inovação deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um requisito básico de sobrevivência. No Brasil, seis em cada dez empresas encerram suas atividades em até cinco anos. O dado mais crítico vem de um estudo da SME The New Economy: 70% dessas empresas não fecharam por falta de recursos financeiros, mas por incapacidade de inovar. Tornaram-se irrelevantes para o mercado.

Por que a inovação se tornou uma condição de permanência

Na chamada Nova Economia, relevância não é um ativo permanente. Mudanças no comportamento do consumidor, avanços tecnológicos e novos modelos de negócio encurtaram drasticamente o ciclo de vida de produtos e serviços. Empresas que não acompanham essa dinâmica perdem espaço, independentemente de porte, marca ou histórico.

Inovar, hoje, não significa apenas lançar algo novo, mas adaptar processos, repensar modelos e evoluir continuamente para responder a um ambiente em constante transformação.

Inovação e desempenho empresarial: o que os dados mostram

A relação entre inovação e desempenho é consistente. Um estudo conduzido pelo SEBRAE-SP demonstrou que empresas que passaram por processos estruturados de inovação registraram aumento de faturamento, crescimento da produção e ganhos de produtividade.

Durante a pandemia, novas pesquisas do SEBRAE indicaram que 97% das empresas inovaram ao menos uma vez, e 69% delas conseguiram ampliar produção e vendas. Na indústria, levantamento da CNI apontou que 88% das empresas inovaram durante a crise, com impactos positivos em competitividade e lucratividade.

Os dados reforçam um ponto central: inovar não é apenas reagir a crises, mas construir resiliência de longo prazo.

Longevidade empresarial depende de adaptação

A inovação também está diretamente ligada à permanência no mercado. Um levantamento histórico da Fortune 500 mostra que apenas 12% das empresas listadas em 1955 ainda figuravam no ranking em 2016. O desaparecimento da maioria não se explica por falta de escala ou reputação, mas pela incapacidade de se adaptar a novos contextos.

Confiar exclusivamente no que funciona hoje é um risco estratégico elevado. Modelos de negócio bem-sucedidos no passado não garantem relevância futura.

O maior risco não é inovar — é não fazê-lo

Criar uma cultura de inovação, agilidade e adaptabilidade deixou de ser opcional. É isso que permite às empresas sustentar crescimento, atrair talentos, acessar capital e explorar novas oportunidades em mercados cada vez mais competitivos.

Inovar envolve riscos, mas o risco de não inovar é estruturalmente maior. Empresas que postergam essa agenda tendem a perder relevância de forma gradual — até que a perda se torne irreversível.

Inovação exige estrutura, não apenas intenção

Na Concellera, apoiamos empresas que precisam avançar da intenção para a execução. Atuamos na estruturação de projetos de inovação com visão estratégica, conectando negócio, viabilidade e implementação.

Nosso foco está em criar as condições para que a inovação aconteça com método, clareza e consistência — respeitando o contexto, a maturidade e os objetivos de longo prazo de cada empresa.

A pergunta que permanece é simples, mas decisiva: sua empresa está preparada para continuar relevante nos próximos cinco anos?

Rolar para cima