1. Nascimento
No início, tudo é construção conjunta. O desafio cooperativo é trabalhar com clientes e fornecedores para definir a proposta de valor em torno de uma inovação ainda em formação. Já o desafio competitivo é proteger essa ideia de quem também está de olho nela e garantir clientes-chave, fornecedores e canais importantes antes que outro player faça isso primeiro.
É a fase em que muitas startups e consultorias se encontram: a ideia existe, o mercado ainda não validou, e cada parceria conta.
2. Expansão
Depois que a proposta de valor funciona, o jogo é escala. O desafio cooperativo aqui é levar a nova oferta a um mercado maior, trabalhando com fornecedores e parceiros para ampliar a cobertura. O desafio competitivo é garantir que sua abordagem se torne o padrão do setor, dominando os segmentos-chave antes que implementações similares ganhem espaço.
Não basta ter um bom produto. É preciso que o mercado passe a associar aquela categoria a você.
3. Liderança
Na liderança, a empresa compete por influência sobre todo o ecossistema. O desafio cooperativo é oferecer uma visão de futuro convincente, que motive fornecedores e clientes a continuarem evoluindo juntos a oferta completa. O desafio competitivo é manter poder de negociação forte frente a outros players, incluindo clientes-chave e fornecedores valiosos.
Aqui, a empresa começa a ditar o ritmo do mercado, não apenas reagir a ele.
4. Autorrenovação
Todo ecossistema, eventualmente, enfrenta o risco da estagnação. O desafio cooperativo da autorrenovação é trabalhar com inovadores para trazer novas ideias ao ecossistema existente. O desafio competitivo é manter barreiras de entrada altas para evitar que novos entrantes criem ecossistemas alternativos, e manter o custo de troca do cliente alto o suficiente para incorporar novas ideias antes que o cliente migre.
Empresas que ignoram esse estágio são as que, depois de anos de liderança, são surpreendidas por um concorrente menor e mais ágil.