08/10/2026 – 3 minutos – Inovação

Dilema do inovador: investir ou não em uma ideia que está surgindo?

Paula Sampaio

Founder & CEO

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Dilema do inovador: investir ou não em uma ideia que está surgindo?

O dilema do inovador explica por que empresas líderes de mercado deixam passar inovações que, mais tarde, mudam o próprio setor. Neste post, mostramos como PD&I e fomento à inovação reduzem esse risco.

O que é o dilema do inovador

Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, mostrou que empresas líderes ignoram inovações disruptivas com frequência por estarem presas a seus modelos de negócio atuais e a margens de lucro consolidadas.
 
A inovação disruptiva começa pequena, com margem baixa. Quando chega ao comitê de investimentos, perde para projetos que já têm retorno conhecido. Mas o problema aparece depois, quando a tecnologia amadurece e o mercado já está com quem investiu nela antes.

Você sabia que a Kodak inventou uma das primeiras câmeras digitais?

Em 1975, o engenheiro Steven Sasson, da Kodak, construiu a primeira câmera digital. Era um protótipo do tamanho de uma torradeira, que registrava imagens em preto e branco.
 
A Kodak dominava o mercado de filmes fotográficos e uma câmera que dispensava filme ameaçava exatamente esse modelojá estabelecido de negócio. A invenção ficou como projeto de pesquisa e, por receio de canibalizar o próprio negócio, a empresa engavetou a ideia até 2001.
 
Nos anos 1990, a Kodak investiu cerca de US$ 4 bilhões na tecnologia de imagem digital. Mesmo assim, a dependência financeira do filme abriu espaço para concorrentes como Canon e Sony no mercado digital.
 
O caso mostra exatamente o que é o dilema do inovador: a tecnologia foi inventada, mas a decisão de priorizá-la esbarrou no medo de canibalizar onegócio principal.

Como lidar com o dilema do inovador

Para lidar com esse dilema, é necessário antecipar rupturas e adotar estruturas organizacionais paralelas para explorar inovações emergentes.
 
Uma estrutura paralela tem metas, prazos e indicadores próprios. Assim, a inovação emergente deixa de ser avaliada com a régua do negócio principal, que ela ainda não consegue atingir.

Onde entram PD&I e fomento à inovação

Estrutura paralela custa dinheiro, e é aqui que muitos projetos não conseguem ir para a frente. O orçamento pode sim existir, mas o projeto não passa no corte interno. Buscar recursos externos para financiar o desenvolvimento de PD&I, como por exemplo com os fomentos governamentais disponíveis, é uma das diversas formas de reduzir substancialmente esse risco.
 
O fomento diminui o capital que a empresa coloca em risco e o projeto passa a exigir um retorno menor para ser aprovado.
 
Saiba mais sobre as principais linhas de fomento não reembolsáveis disponíveis pelo governo brasileiro para PD&I aqui.

Um teste para começar

Levante os projetos que o comitê de investimentos recusou nos últimos três anos por margem insuficiente e veja em qual TRL cada um estava. Os que estavam entre TRL 3 e 6 merecem uma nova análise, agora considerando recursos não reembolsáveis na composição do investimento.
 
Na Concellera, atuamos na escolha do mecanismo de fomento e na estruturação de propostas. Se você tem um projeto recusado que merece uma segunda análise, agende um diagnóstico com a nossa equipe.

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